PERITOS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL ESTÃO EM GREVE DESDE SETEMBRO
NA BAHIA. CATEGORIA DA SAÚDE SEGUE PARALISAÇÃO SEM ACORDO COM O GOVERNO
FEDERAL.
Sem acordo, a greve dos peritos médicos do Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS) completa 52 dias na Bahia, nesta segunda-feira
(26). A categoria parou as atividades no dia 4 de setembro e manteve a
mobilização mesmo com o fim da greve dos servidores do INSS, no final de
setembro. O delegado da Associação Nacional dos Médicos Peritos em Salvador, JOÃO
EDUARDO PEREIRA, informou que, em média, 350 perícias deixam de ser realizadas
diariamente nos postos do INSS da cidade por conta da greve. Normalmente, sem a
paralisação, 400 a 500 perícias eram realizadas por
dia na capital baiana.
Apenas 30% dos médicos peritos mantêm as atividades nas agências. A categoria
segue a paralisação sem previsão de retorno aos trabalhos, segundo o
representante dos médicos. “Até agora, com o Ministério do Planejamento, não
houve tratativa, só houve uma reunião para mostrar a pauta que já havia sido
apresentada antes. A nossa pauta tem itens como a reestruturação da carreira,
adequação da jornada de trabalho, incorporação e alteração dos mecanismos de
avaliação da gratificação”, afirma João Eduardo Pereira. Ele ainda diz que os
profissionais de saúde enfrentam problemas de saúde e psicológicos por conta
das condições de trabalho nas agências do INSS em Salvador.
“Oito funcionários estão afastados de problema de saúde,
porque sofreram agressões ou infecções por causa da falta de condições em
Salvador”, informou. Ele ainda disse que todas as agências, nos bairros do
Comércio, de Brotas e Itapuã, têm condições sanitárias inadequadas.
De acordo com a assessoria nacional do INSS, por causa da
greve, a capacidade de realização de perícias foi reduzida em 50%, de uma média
mensal de 600 mil para 300 mil em todo o país. A negociação para o fim da greve
é feita pelo Ministério do Planejamento. O órgão estima que aproximadamente 500
mil perícias não tenham sido realizadas desde o início da greve, fazendo com
que o Tempo Médio de Espera para o Agendamento da Perícia Médica, na média
nacional, passe de 20 dias, antes do início das greves, para os atuais 44 dias.
O Instituto conta hoje com 4.378 servidores peritos médicos, cujo salário
inicial para uma jornada de 40 horas é de R$ 11.383,54, chegando a R$ 16.222,88
no final da Carreira. Com o objetivo de assegurar os direitos dos segurados, o
INSS reafirma que os efeitos financeiros decorrentes dos benefícios concedidos
retroagem à primeira data agendada.
Fonte: G1 BA
Não desejo ver o circo pegar fogo, mas tudo funcionando errado no governo PT, prá mim, é festa.
ResponderExcluirE mais uma vez a população que é penalizada.O governo não está nem aí.
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